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A início dos mercados nesta segunda-feira, 5, será dominada pela ofensiva militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, avalia Fábio Lemos, sócio da Fatorial Investimentos. Para o gestor, o incidente adiciona “um prêmio de risco momentâneo por temor de sabotagens na PDVSA”, estatal venezuelana, e tende a salientar a volatilidade do petróleo logo nas primeiras horas de pregão.

Apesar do choque geopolítico, a decisão da Opep+ de manter os cortes de produção até o primeiro trimestre de 2026 cria um piso para as cotações no pequeno prazo. Lemos ressalta, porém, que a promessa do presidente Donald Trump de “consertar” a indústria venezuelana e liberar sua produção pode mudar o estabilidade global.

“Com as maiores reservas provadas do mundo sob influência direta dos EUA, a tendência é de preços com viés de baixa estrutural e menor volatilidade futura”, afirma.

No câmbio, o dólar deve se fortalecer na presença de moedas emergentes. “A proximidade geográfica do conflito e o ‘vácuo de poder’ em Caracas elevam a percepção de risco na América Latina”, diz o crítico. Esse movimento deve penalizar o real e divisas de países vizinhos, enquanto investidores procuram ativos considerados porto seguro.

Para Lemos, o movimento da China, que pediu a soltura imediata de Nicolás Maduro, aumenta a tensão drasticamente, pois, Pequim interpreta a tomada porquê uma violação da soberania pátrio, desafiando diretamente a poder jurídica dos EUA. “Ao exigir a soltura, o governo chinês sinaliza que não aceitará a Teoria Monroe moderna nem a perda de seus investimentos estratégicos na região”, disse o técnico. “Esse movimento transforma a crise venezuelana em um embate direto de superpotências, onde qualquer licença é lida porquê fraqueza geopolítica.”

Segundo ele, quando se olha para o mercado, isso significa que a Venezuela deixa de ser uma questão regional e vira o novo epicentro da Guerra Fria tecnológica e mercantil. O risco agora é de retaliações chinesas em outras frentes, porquê restrições de exportações críticas ou pressão militar no Pacífico.

Na Bolsa brasileira, o efeito é duvidoso. Para as petroleiras no Ibovespa a tensão China-EUA sobre a Venezuela cria uma “tempestade perfeita”: o risco de guerra eleva o petróleo no pequeno prazo, mas a perspectiva de os EUA controlarem a maior suplente do mundo pressiona os preços para insignificante no longo prazo.

“A China exigindo a soltura de Maduro sinaliza que Pequim não aceitará passivamente o domínio americano sobre o óleo vizinho, o que pode gerar sanções cruzadas afetando as exportações brasileiras”, diz Lemos.

Com isso, no Ibovespa, investidores tendem a realizar lucros em petroleiras juniores, migrando para a Petrobras por sua resiliência e capacidade de refino frente à volatilidade do Brent. “O forçoso é entender que o mercado agora precifica a Venezuela porquê uma novidade fronteira de oferta, o que retira o prêmio de escassez que favorecia o Brasil”, ressaltou.

Uma vez que mercado internacional deve reagir?

A reação dos mercados às ações do presidente dos EUA, Donald Trump, na Venezuela, mormente os preços do petróleo bruto, será observada de perto, na avaliação de analistas do IBD.

Segundo eles, os índices futuros das bolsas de Novidade York, que abrem na noite de hoje, devem reagir às mudanças geopolíticas, mas ressaltam que não necessariamente irão refletir-se nos níveis de início solene das negociações em Wall Street na segunda-feira.

Além da medida de política externa do republicano, estão no radar dos investidores os discursos dos CEOs da Nvidia, Jensen Huang, e da AMD, Lisa Su, na CES 2026 em Las Vegas na segunda-feira.

“O mercado de ações ainda enfrenta testes posteriormente um final fraco para 2025 e um início misto para 2026. A ação de Trump na Venezuela, muito porquê as notícias da CES da Nvidia, AMD e outros, podem movimentar os mercados”, destaca. (com Dow Jones)

(com Estadão Teor)

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