Decisão estabelece cobrança extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos; filial cita período de seca
A Aneel (Escritório Vernáculo de Força Elétrica) manteve a bandeira tarifária amarela para julho de 2026. Com a decisão anunciada nesta 6ª feira (26.jun.2026), a conta de luz continuará com cobrança extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos pelo 3º mês contínuo.
A bandeira amarela indica condições menos favoráveis para a geração de robustez elétrica. Na prática, uma residência que consumir 200 kWh no mês pagará R$ 3,77 a mais na conta de luz. No caso de um consumo de 300 kWh, o suplementar será de R$ 5,65.
Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira amarela reflete as condições típicas do período sedento no país. Com menos chuvas, há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e maior premência de acionamento de usinas termelétricas, que têm dispêndio de geração mais saliente.
BANDEIRAS TARIFÁRIAS
Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica mensalmente as condições de geração de robustez no país. Veja os valores:
- bandeira verdejante – indica condições favoráveis de geração. Não há cobrança suplementar;
• bandeira amarela – indica condições menos favoráveis. A cobrança extra é de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos;
• bandeira vermelha patamar 1 – indica condições mais custosas de geração. O suplementar é de R$ 4,463 a cada 100 kWh consumidos;
• bandeira vermelha patamar 2 – representa o cenário mais custoso de geração. O acréscimo é de R$ 7,877 a cada 100 kWh consumidos.
A conta de luz havia ficado com bandeira verdejante de janeiro a abril de 2026, sem cobrança suplementar. A bandeira amarela voltou em maio e foi mantida em junho e julho.

EL NIÑO
Também há preocupação com os efeitos do El Niño sobre o setor elétrico. A NOAA (Governo Vernáculo Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos) afirmou em junho que as condições do fenômeno já estavam presentes e deveriam se intensificar até o inverno do Hemisfério Setentrião de 2026/2027.
O El Niño altera o regime de chuvas e temperaturas em diferentes regiões do Brasil. Em eventos mais intensos, pode louvar o risco de seca no Setentrião e no Nordeste e provocar chuvas mais fortes no Sul. A depender da intensidade e da distribuição das chuvas, o fenômeno pode afetar os reservatórios das hidrelétricas e pressionar o dispêndio de geração de robustez nos próximos meses.

