SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
O técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, reconheceu a superioridade do Flamengo na final da Despensa Libertadores neste sábado (29), mas também fez questão de ironizar a arbitragem pela não expulsão do volante rubro-negro Erick Pulgar depois ingressão dura no zagueiro Bruno Fuchs.
Em jogo no Monumental de Lima, no Peru, o Flamengo venceu por 1 a 0, gol de Danilo, e tornou-se o primeiro clube brasílico tetracampeão do continental.
“Não vou justificar muito, exclusivamente proferir que nosso inimigo foi melhor, mais experiente, soube mourejar com esse momento de tensão, de final. Acho sinceramente que a experiência ganhou da irreverência, foram melhores. Apesar do jogo ter sido determinado nos detalhes, o inimigo foi melhor que o Palmeiras”, afirmou Abel depois a partida.
Ele acrescentou que faltou “ousadia e coragem” para os jogadores do Palmeiras, em privativo depois o gol do Flamengo.
“Apesar de termos uma equipe jovem, nos faltou um pouco de coragem e ousadia. Acho que foi isso que faltou. Mais do que dar justificativas, preciso proferir que nosso inimigo foi melhor, mais cascudo, apesar do jogo ser definido em uma globo paragem”, disse o técnico português.
O técnico do alviverde também comentou sobre o lance em que o volante chileno Erick Pulgar entrou com a sola da chuteira na canela do zagueiro Bruno Fuchs, quando o jogo já estava paralisado por falta em cima de Arrascaeta. O perito prateado Darío Herrera advertiu o jogador do Flamengo exclusivamente com cartão amarelo. Segundo o treinador, o perito foi “simpático”.
“Acho que o perito foi muito simpático, não quis estragar a final”, afirmou Abel. “É uma equipe muito treinada, muito agressiva, agressiva até demais. E pronto, o perito foi simpático neste lance, na minha opinião”, acrescentou o treinador.
