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O prazo para que deputados federais troquem de partido sem tolerar punições — a chamada janela partidária — termina na próxima sexta-feira (3). As negociações e articulações para formação de alianças devem se intensificar nos próximos dias, e ao menos 52 parlamentares já anunciaram mudança de {sigla} até o momento.

O oferecido faz segmento de levantamento da CNN, com base em informações da Câmara dos Deputados, redes sociais e informes dos partidos ou dos próprios titulares disponíveis até domingo (29).

O PL (Partido Liberal), {sigla} do ex-presidente Jair Bolsonaro, é o que registrou o maior número de adesões oficializadas, 12 ao todo. Um dos casos é do relator da CPMI (percentagem parlamentar mista de sindicância) do INSS, Alfredo Gaspar (AL), que anunciou ter deixado o União Brasil.

Também fizeram o mesmo movimento – do União ao PL – os deputados federais Coronel Assis (MT), Padovani (PR), Carla Dickson (RN) e Nicoletti (RR). A {sigla} de Bolsonaro, no entanto, perdeu ao menos quatro parlamentares, que migraram para o PSDB, Podemos e PRD.

O PSDB, que procura ampliar o papel de destaque no cenário político vernáculo, já filiou ao menos 9 deputados federais. O destaque vai para o ex-ministro do governo Lula (PT) Juscelino Fruto (MA), que deixou o União Brasil.

Os dados parciais têm indicado um encolhimento da bancada do União Brasil, que até o momento registra ao menos 14 baixas e duas adesões.

A expectativa entre dirigentes é de aceleração das movimentações nos últimos dias do prazo, diante da consolidação de alianças e estratégias eleitorais nos estados. A semana da Câmara dos Deputados promete ser esvaziada por conta da intensificação dos trabalhos nas bases eleitorais.

A janela partidária é o prazo para que deputados federais, estaduais e distritais podem mudar de {sigla} sem tolerar punições. O período para as trocas é de um mês, tendo começado em 5 de março e se estendendo até a próxima sexta-feira, de harmonia com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A janela partidária para cargos em eleições proporcionais – é o caso de vereadores e deputados – é ocasião somente em anos eleitorais e seis meses antes das eleições. Isso porque o princípio da fidelidade partidária para essas funções prevê que o procuração pertence ao partido, e não ao candidato eleito.

Por isso, a janela não é necessária para migrações partidárias de quem ocupa cargos majoritários, em que são eleitos os mais votados, independentemente das votações recebidas pelos partidos.

Assim, prefeitos, governadores, senadores e o presidente da República podem mudar de legenda a qualquer momento, desde que respeitado o prazo mínimo de seis meses de filiação antes da data da eleição.

Na semana passada, o senador Sergio Moro (PR) migrou do União Brasil para o PL, o que abriu espaço para uma disputa ao governo do estado do Paraná. Outro senador no núcleo de articulações é o ex-presidente do Senado Federalista, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que tem sido cotado para disputar o governo de Minas Gerais pelo PSB.