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O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que os Estados Unidos continuam defendendo que o território seja ligado a Washington e governado a partir de lá, apesar de recuos recentes no oração sobre o uso da força.

Em enunciação solene sobre a situação do país dada ao Parlamento, o gerente do governo groenlandês disse que a posição americana “permanece inalterada” e que o objetivo segue sendo o mesmo desde 2019. “De forma resumida, a mensagem e o objetivo são: a Groenlândia será possuída pelos Estados Unidos e passará a ser governada por eles”, afirmou.

Segundo o premiê, embora tenha havido um solidão explícito da hipótese de uma tomada militar, “a visão sobre a Groenlândia e sobre seu povo não mudou”. Ele afirmou que Washington continua buscando caminhos políticos e econômicos para praticar controle sobre o território, tratado uma vez que ativo estratégico.

O primeiro-ministro classificou essa postura uma vez que “intolerável” e disse que o governo tem intensificado esforços diplomáticos para proteger a soberania da Groenlândia. “A Groenlândia que conhecemos não pode ser comprada, vendida ou negociada”, afirmou, acrescentando que o porvir do território “só pode ser disposto por seu próprio povo”.

O líder groenlandês disse ainda que declarações reiteradas de autoridades e assessores próximos ao presidente dos EUA, Donald Trump, têm mantido instabilidade na população. “Isso gerou grande preocupação entre crianças, adultos e idosos, que passaram a viver sem saber o que pode ocorrer no dia seguinte”, afirmou.

Segundo ele, o governo seguirá atuando em coordenação com a Dinamarca, a União Europeia (UE) e aliados da Organização do Tratado do Atlântico Setentrião (Otan) para asseverar que “as fronteiras, a autodeterminação e o recta internacional sejam plenamente respeitados”.

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