0359288d-putin-zelensky.jpg

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, convidou o líder russo, Vladimir Putin, nesta sexta-feira (30/1), para ir a Kiev negociar o termo da guerra no leste europeu. A proposta surge em meio a uma novidade rodada de conversas mediadas pelos Estados Unidos e a tentativas pontuais de redução do conflito.

Em coletiva de prelo, o ucraniano afirmou estar disposto a negociar em qualquer formato, desde que o encontro não ocorra em território russo ou bielorrusso — países que, segundo ele, têm responsabilidade direta pela ofensiva militar contra a Ucrânia.

“É impossível para mim me encontrar com Putin em Moscou. É o mesmo que ele vir a Kiev. Eu posso convidá-lo para Kiev. Eu o convido publicamente, se ele ousar”, disse Zelensky.

Antes disso, o Kremlin chegou a declarar que havia renovado um invitação para que Zelensky fosse a Moscou participar de conversas de tranquilidade, mas que não obteve resposta solene de Kiev.

Zelensky lança desafio e convida Putin para ir a Kiev: “Se ele ousar” - destaque galeria

Presidente russo, Vladimir Putin
1 de 4

Presidente russo, Vladimir Putin

Grigory Sysoev / Kremlin

Zelensky lança desafio e convida Putin para ir a Kiev: “Se ele ousar” - imagem 2
2 de 4Tom Nicholson/Getty Images
Vladimir Putin faz visita ao posto de comando da Força Conjunta
3 de 4

Vladimir Putin faz visitante ao posto de comando da Força Conjunta

Kremlin

Zelensky lança desafio e convida Putin para ir a Kiev: “Se ele ousar” - imagem 4
4 de 4Gabinete presidencial da Ucrânia

Negociações mediadas pelos EUA

  • As declarações acontecem em seguida Ucrânia e Rússia participarem de negociações mediadas pelos Estados Unidos em Abu Dhabi, na semana passada.
  • Uma novidade rodada está prevista para leste domingo (1º/2).
  • O cenário diplomático ganhou novos contornos depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Putin teria aceitado suspender ataques à infraestrutura energética da Ucrânia por uma semana, diante das temperaturas extremas do inverno.
  • O Kremlin confirmou o pedido e, por meio do porta-voz Dmitry Peskov, afirmou que o líder russo “obviamente” concordou com a proposta.

Pontos de tensão permanecem

Apesar dos sinais de desescalada, divergências centrais seguem travando um conciliação mais extenso.

Entre elas, está a exigência da Rússia para que tropas ucranianas se retirem de muro de um quinto da região de Donetsk, além do debate sobre um eventual envio de forças internacionais de tranquilidade em seguida o termo da guerra.

Zelensky disse esperar que os compromissos discutidos sobre a suspensão de ataques à infraestrutura energética sejam cumpridos.“Medidas de desescalada contribuem para um progresso real rumo ao termo da guerra”, declarou.