Felipe Siqueira, privativo para o Quadro Pet&Vet
A digitalização dos serviços, acelerada no período pós-pandemia, também chegou ao universo pet. No domesticação, ganha espaço o chamado padrão híbrido, que combina atendimentos presenciais e online. Para o perito, CEO e fundador da UKCB (União de Kennel Clubes do Brasil), Ruisdael Maia, trata-se de um movimento inevitável — desde que aplicado com responsabilidade.
Segundo ele, a presença do dedo deixou de ser exclusivamente um diferencial competitivo e passou a integrar a estrutura do negócio. Em entrevista ao Quadro Pet&Vet, Maia destacou que murado de 80% do comportamento do pet está diretamente relacionado à convívio com o tutor. No entanto, nem sempre o humano dispõe de tempo ou condições logísticas para encontros frequentes com um adestrador. Nesse cenário, o atendimento online possibilita uma orientação mais próxima e contínua, com recomendações que podem ocorrer, inclusive, em tempo real.
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Além do suporte técnico, manter canais digitais ativos no pós-venda contribui para a prospecção de novos clientes. O oração é divulgado, mas permanece atual: não basta oferecer um portfólio extenso de produtos e serviços sem um atendimento e um comitiva eficientes. Clientes satisfeitos seguem sendo a principal estratégia de marketing no setor.
Ainda assim, os especialistas reforçam que o do dedo não substitui o contato presencial. “Uma coisa não anula a outra. Assim uma vez que a guia estende o braço do condutor durante o passeio, o do dedo estende o tempo e a presença do adestrador”, compara Maia.
O que é o domesticação híbrido e quando ele funciona
De forma resumida, o domesticação híbrido combina sessões online, por videochamadas ou conteúdos gravados, com encontros presenciais. O padrão atende principalmente casos em que a intervalo geográfica ou a rotina do cliente inviabilizam um comitiva exclusivamente in loco.
Para Jilles Ragonha, fundador da JR Instrução Canina, a modalidade reforça uma lógica já presente na profissão. “A gente adestra muito mais o proprietário do que o cachorro. Mesmo na lição presencial, muitas vezes são murado de 50 minutos com o tutor e poucos momentos de mediação direta com o cão”, explica. Segundo ele, uma vez que grande secção dos problemas comportamentais está ligada a falhas de informação e versão dos sinais do bicho, muitas situações podem, sim, ser trabalhadas remotamente.
A oferta desse suporte do dedo permitiu, inclusive, a ampliação da base de clientes do perito, que passou a atender tutores brasileiros residentes na Europa, uma vez que em Portugal e Alemanha, além do público original da região de Limeira, no interno de São Paulo.
Limites do domesticação online e riscos
Apesar das vantagens, os profissionais alertam: nem todo caso pode ser tratado à intervalo. Situações que envolvem agressividade, risco físico ou brigas entre cães exigem uma leitura comportamental mais aprofundada, manejo técnico avançado e, muitas vezes, o uso de equipamentos específicos. “Agressividade não dá para resolver online. O tutor, em universal, não tem experiência nem preparo para mourejar com esse tipo de situação com segurança”, ressalta Ragonha.
Maia reforça que o atendimento presencial segue sendo indispensável em diversas etapas do processo, inclusive uma vez que complemento ao suporte do dedo. Tudo depende de uma avaliação individualizada de cada caso. Para ele, porém, o maior repto do setor está na estruturação profissional do atendimento online, evitando improvisos. “Muitos adestradores ainda não desenvolveram uma lógica de suporte do dedo semelhante à de empresas que trabalham com pós-venda. Isso faz muita diferença”, afirma.
Disrupção pós-pandemia
O período pós-pandemia consolidou uma mudança estrutural na forma uma vez que as pessoas se relacionam, consomem serviços e resolvem problemas. Desde o início dos lockdowns, em 2020, o tempo de permanência no envolvente do dedo atingiu um novo patamar, seja no trabalho, com a adoção do home office; na convívio, por meio das chamadas de vídeo; ou no consumo, impulsionado pelo progresso dos marketplaces e dos serviços online.
Esse movimento impactou diretamente as expectativas dos consumidores, principalmente em relação à rapidez de resposta, qualidade do atendimento e construção de um relacionamento contínuo com prestadores de serviço. No Brasil, esse cenário também se reflete nos dados de consumo. Pesquisa da Confederação Vernáculo de Dirigentes Lojistas (CNDL), em parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), indica que sete em cada dez brasileiros realizam ao menos uma compra online de forma recorrente, todos os meses.
E é justamente neste contexto de transformação que o domesticação híbrido tem ganhado espaço no mercado pet. O adestrador Maurício Rodrigues da Costa, divulgado uma vez que Lobo Mau Começo, profissional com mais de 25 anos de experiência na espaço, complementou que a demanda por oriente tipo de formato cresceu de forma significativa em seguida a pandemia. “Praticamente nasceu ali. Cresceu e muito”, declara.
