A Archer Daniels Midland (ADM) negocia a venda de sua fábrica de ração em Três Corações (MG) para o grupo brasílio Agronorte. Paralisada desde meados de 2025, a unidade deve passar a integrar o portfólio da companhia uma vez que segmento de sua estratégia de expansão no segmento de nutrição bicho.
O valor da operação não foi divulgado, mas ficou aquém da expectativa inicial da ADM, estimada em muro de R$ 1,5 bilhão.
A vegetal teve suas atividades suspensas em seguida a multinacional norte-americana sentenciar fechar o negócio em meio a prejuízos recorrentes. A negociação integra o movimento da empresa de reduzir sua exposição à nutrição bicho, segmento que enfrentou impactos em seguida inconsistências contábeis identificadas em 2023.
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Ativo estratégico para açodar a expansão da Agronorte
Com muro de 50 anos de operações, a fábrica de Três Corações é considerada uma das maiores do mundo no setor, com capacidade instalada de até 520 milénio toneladas de ração por ano. Sob a gestão da ADM, operava com produção próxima a 200 milénio toneladas anuais. O portfólio inclui mantimentos para pets, mercado que cresce entre 6% e 7% ao ano e representava a principal traço de produção, além de itens destinados a peixes e ruminantes.
Para a Agronorte, a obtenção representa uma opção mais rápida à expansão orgânica, ao incorporar um ativo já estruturado. Caso a transação seja concluída, a companhia estima mais que inflectir sua produção de ração e aditar entre R$ 350 milhões e R$ 400 milhões ao faturamento estimado para 2026, a depender do ritmo de aprovação.
Atualmente, o grupo opera uma fábrica em Tocantinópolis (TO), atendendo segmentos uma vez que aves, suínos, peixes e ruminantes. A empresa atua em outros sete setores do agronegócio e registrou receita líquida de R$ 1,3 bilhão em 2025.
A transação será submetida à estudo do Juízo Administrativo de Resguardo Econômica (Cade), sob rito sumário. A ADM é assessorada pelo Barclays, enquanto a Agronorte conta com a consultoria financeira da Ecowa.
O negócio se conecta à estratégia mais ampla da Agronorte, que definiu nutrição bicho e logística uma vez que áreas prioritárias de prolongamento. A companhia planeja ampliar sua capacidade de armazenagem no Setentrião e Nordeste e avalia investimentos adicionais em infraestrutura logística e portuária. Em 2025, a alavancagem financeira ficou em 1,7 vez dívida líquida/Ebitda, com expectativa de fechar o próximo ciclo aquém de duas vezes, mesmo com a obtenção.
