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Com seu progressão ao segundo vez das eleições presidenciais em Portugal, o candidato da extrema direita, André Ventura, se apresenta uma vez que um repto crescente para os partidos tradicionais, em participar para o encarregado de governo minoritário de direita Luis Montenegro.

O candidato socialista António José Seguro foi o vencedor do primeiro vez, neste domingo (18), com 31,1% dos votos, contrariando os prognósticos que previam a vitória de Ventura. Mas, a partir de agora, nascente último pretende se guiar ao conjunto da direita, uma vez que ele próprio afirmou.

Com 23,5% dos votos, o presidente do partido Chega abriu clara vantagem sobre o candidato liberal João Cotrim Figueiredo, terceiro posto com 16% dos votos e, sobretudo, sobre o candidato governista, Luis Marques Mendes, relegado ao quinto lugar, com somente 11,3% dos votos.

“É um passo a mais para o incremento eleitoral e político da direita radical no contexto da direita em Portugal”, comentou à AFP o observador político António Costa Pinto, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS).

“O que importa agora é o nível de predominância à direita que Ventura obterá em função de seu desempenho eleitoral” no segundo vez das eleições presidenciais, em 8 de fevereiro, acrescentou nascente crítico.

– “Pouquidade de limite” –

“Isto representa um grande problema para um governo minoritário, que precisa negociar com André Ventura para sobreviver”, concluiu.

Em uma prova das dificuldades que o primeiro-ministro, Luis Montenegro, enfrenta, ele descartou, no domingo à noite, orientar o voto em prol do socialista Seguro, embora muito aportado no núcleo, ou do líder da extrema direita.

“Isto pode lhe servir no pequeno prazo para não aumentar os eleitores de André Ventura, mas a escassez de limite pode perfazer por penalizá-lo eleitoralmente”, observou Paula Espirito Santo, professora de ciências políticas do Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa (ISCSP).

Mesmo sem ter chegado avante no primeiro vez, o presidente do Chega obteve “uma grande vitória, porque ele superou os partidos da direita tradicional e confirmou seu status de líder da oposição”, apanhado nas legislativas de maio pretérito, ao obter 22,8% dos votos e mais deputados que o Partido Socialista, ressaltou a professora.

Estas eleições presidenciais podem servir de “trampolim” para Ventura com vistas às próximas eleições legislativas, visto que “seu objetivo é se tornar primeiro-ministro qualquer dia”, afirmou a observador política.

– “Imprevisibilidade” –

No que diz saudação à questão do segundo vez, que será disputado em três semanas, os observadores apontam o candidato de centro-direita uma vez que predilecto, em traço com todas as pesquisas realizadas antes das eleições presidenciais de domingo, mas eles se mantêm prudentes.

“Sempre há uma segmento de imprevisibilidade”, afirmou Espirito Santo, mesmo que ela própria avalie que é “muito difícil” para André Ventura aumentar suficientemente seu eleitorado para vencê-lo.

“António José Seguro é o provável próximo presidente, mas ele deve mobilizar os eleitores mais fortemente”, observou, por sua vez, António Costa Pinto.

Segundo nascente perito, o candidato de centro-esquerda vai continuar jogando com a missiva da moderação para proceder entre os eleitores do núcleo e da centro-direita.

Ventura, ao contrário, vai buscar a “polarização” e fazer uma “chantagem” com os outros dirigentes de direita e responsabilizá-los pela vitória da esquerda se eles não o apoiarem, previu Costa Pinto.

Uma vez que sintetizou o jornal O Publico em seu editorial desta segunda-feira, o segundo vez das eleições presidenciais em Portugal será uma disputa “entre a moderação e o radicalismo”.

AFP