
As bolsas da Europa fecharam sem direção única nesta terça-feira, 13, enquanto investidores ponderam o progresso de tensões geopolíticas no Irã, Groenlândia e Venezuela, além de calcular os riscos da independência do Federalista Reserve (Fed, o banco meão norte-americano).
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,03%, a 10.137,35 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,02%, a 25.411,44 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,14%, a 8.347,20 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,77%, a 8.559,09 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,08%, a 17.687,10 pontos. O FTSE MIB cedeu 0,45% em Milão, a 45.525,10 pontos. As cotações são preliminares.
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Durante a manhã, o presidente dos EUA, Donald Trump, elevou o tom sobre o Irã e cancelou reuniões com autoridades do país “até que a matança acabe”, em referência a repressão aos protestos que acontecem em Teerã envolvendo críticas ao atual regime. No mesmo sentido, a presidente da Percentagem Europeia, Ursula von der Leyen, disse que novas sanções serão impostas “rapidamente” contra os responsáveis pela repressão na região.
Além da questão do Irã, a União Europeia (UE) monitora as ameaças de Washington sobre a Groenlândia, que pertence à Dinamarca. Assim, os papéis de resguardo ganharam novo fôlego, com o subíndice do setor em subida de 1,01%.
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Dentre outros papéis de destaque, a dinamarquesa Orsted saltou 5,4%, em seguida informar que um tribunal americano concedeu liminar que permite a retomada das obras em um projeto nos EUA, e a ArcelorMittal avançou 0,6%, apesar de ser níveo de processo da Acciaierie d’Italia.
Na ponta econômica, a cautela ainda se mantinha mediante preocupações sobre a independência do Fed, em seguida o encarregado do BC americano, Jerome Powell, ser níveo de investigação. Em manifesto conjunto divulgado nesta terça, que conta com a assinatura dos presidentes dos BCs europeus, Christine Lagarde (BCE) e Andrew Bailye (BoE, em inglês), é ressaltada que a independência é “pilar fundamental” da segurança de preços, financeira e econômica no interesse dos cidadãos.
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