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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quinta-feira (1º) o Orçamento de 2026 e vetou trecho que aumentaria o Fundo Partidário.

Aprovada pelo Congresso Pátrio em dezembro do ano pretérito, a Lei Orçamentária Anual de 2026 conta com superávit de R$ 34,5 bilhões e previsão de R$ 61 bilhões para emendas parlamentares.

O trecho vetado pelo presidente trata de uma mudança no operação de correção dos valores destinados ao Fundo Partidário. Essas verbas são designadas às depesas cotidianas dos partidos.

A proposta do Congresso Pátrio era adequar o reajuste do operação às regras do tórax fiscal, que permitem subida de até 2,5% ao ano, além da inflação. Segundo técnicos legislativos, a correção deveria custar tapume de R$ 160 milhões.

Na justificativa para o veto, o governo afirmou que a mudança contraria o interesse público já que o aumento do valor do fundo “reduz o montante talhado ao pagamento das demais despesas da Justiça Eleitoral”.

“A teorema legislativa incorre em vício de inconstitucionalidade pois, ao vincular o montante de despesas do Fundo Partidário ao prolongamento real da receita de exercícios anteriores, o dispositivo promoveria o prolongamento dessas despesas em patamar superior ao prolongamento dos limites de despesas primárias”, completou.

Lula também vetou o pagamento dos chamados “sobras a remunerar” nas emendas parlamentares. O texto sancionado pelo Poder Legislativo previa o pagamento das emendas que não tinham sido pagas de 2019 a 2023.

O texto sancionado ainda prevê um aumento no Fundo Eleitoral, usado para financiar campanhas eleitorais de candidatos às eleições, para 2026. Enquanto a prosposta original do governo previa o montante de R$ 1 bilhão, o projeto final sancionado pelos parlamentares aumentou para R$ 4,9 bilhões.

Dois programas sociais do governo Lula receberam cortes. Em confrontação ao projeto inicial enviado pelo Executivo, o programa Auxílio Gás teve redução em tapume de R$ 300 milhões, enquanto o Pé-de-Meia caiu R$ 436 milhões. Há ainda redução em benefícios previdenciários na mansão dos R$ 6,2 bilhões.

O relator-geral do Orçamento ainda promoveu cortes ao seguro-desemprego, no valor de R$ 391 milhões, e ao abono salarial, reduzindo R$ 207 milhões. Também houve cortes nos recursos destinados a bolsas de estudo no ensino superior.