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As eleições estaduais de 2026 devem provocar uma reorganização relevante do poder político no país. Em ao menos segmento dos estados, os atuais governadores estão no segundo procuração e não poderão disputar a reeleição, abrindo sucessões que já aparecem parcialmente desenhadas nas pesquisas. Em outros, os levantamentos indicam vantagem consistente de incumbentes, reduzindo o intensidade de incerteza do pleito.

Os dados disponíveis há 10 meses das eleições mostram um cenário marcado pela liderança de candidatos do centro-direita e da direita em diversas regiões, enquanto o campo governista mantém posições importantes, sobretudo no Nordeste.

Um país fragmentado no pós-2026

Com base nas pesquisas já divulgadas e considerando somente a retrato atual dos cenários apontados, o campo da direita e do centro-direita aparece hoje com vantagem competitiva em muro de 16 a 18 governos estaduais em 2026.

Nesse grupo estão estados onde candidatos do PL, Republicanos, União Brasil, PP, Novo ou PSD lideram com margem relevante ou disputam a ponta em cenários consistentes, uma vez que São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Região Federalista, Espírito Santo, Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Tocantins e segmento do Nordeste, em estados uma vez que Alagoas, Rio Grande do Setentrião e Maranhão.

Já o campo ligado à esquerda e ao governo federalista aparece hoje com vantagem mais clara em muro de 8 a 10 estados, concentrados sobretudo no Nordeste, com destaque para Pernambuco, Piauí, Ceará e Sergipe, além de disputas ainda equilibradas na Bahia e em alguns estados onde governadores do PT tentam a reeleição.

Os demais estados aparecem uma vez que cenários abertos ou altamente dependentes da consolidação de candidaturas, com empates técnicos ou pulverização de nomes, o que pode mudar significativamente essa conta ao longo de 2026.

Se confirmada, essa distribuição colocaria a direita e o centro-direita uma vez que maioria entre os governadores eleitos, ampliando sua influência sobre bancadas federais e sobre a pronunciação política vernáculo a partir de 2027, ainda que sem um domínio homogêneo em todo o país.

Núcleo-oeste

Onde há sucessão, a direita larga na frente. Nos estados em que o atual governador não poderá disputar a reeleição, as pesquisas indicam, em universal, vantagem de candidaturas associadas ao centro-direita.

É o caso do Região Federalista, onde a vice-governadora Celina Leão (PP) lidera as pesquisas e aparece uma vez que favorita para suceder Ibaneis Rocha (MDB), que não pode disputar a reeleição.

Segundo levantamento Real Time Big Data, divulgado em 9 de dezembro, a vice-governadora está na frente com 37,2% das intenções de voto. Na sequência, aparece o ex-governador José Roberto Arruda (sem partido), com 16%, seguido pelo presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Pátrio (Iphan), Leandro Grass (PT), com 9,7%.

O nepotismo da atual vice sugere uma sucessão com perpetuidade política e pouca preâmbulo, neste momento, para o campo da esquerda.

Em Goiás, a saída de Ronaldo Caiado, que se projeta nacionalmente uma vez que pré-candidato à Presidência, impulsiona Daniel Vilela (MDB). O vice-governador lidera todos os cenários do levantamento feito pelo Paraná Pesquisas, divulgado em 8 de dezembro, com vantagem confortável sobre concorrentes do PL e do PT, o que aponta para uma transição mais centrista, ainda que distante do governo Lula.

O emedebista registrou 39,3% das intenções de voto, seguido pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB), com 24,4%. A deputada federalista Adriana Accorsi (PT) marca 12,9%, e o senador Wilder Morais (PL), 9,2%.

A tendência, nesse caso, é de manutenção do estado fora da trajectória da esquerda, ainda que com um perfil menos ideológico do que o de Caiado.

Em Mato Grosso, o senador Wellington Fagundes (PL) aparece primeiro, indicando força da direita em um estado estratégico para o agronegócio. Na última rodada do levantamento Real Time Big Data, divulgado em 28 de novembro, Fagundes registrava 43% das intenções de voto, contra 17% do atual vice-governador e ex-prefeito de Lucas do Rio Verdejante, Otaviano Pivetta (Republicanos).

Se confirmado, o resultado representaria perpetuidade do estado no campo da direita, com verosímil reforço de pautas alinhadas ao bolsonarismo em uma das principais bases do agronegócio do país.

Já no Mato Grosso do Sul, o cenário é menos lhano: Eduardo Riedel (PP) lidera com ampla vantagem e surge uma vez que predilecto à reeleição. Na pesquisa Real Time Big Data divulgada dia 1º de dezembro, Riedel desponta com 55%, seguido do ex-deputado federalista Fábio Trad (PT), que tem 16%. O deputado federalista Marcos Pollon (PL) soma 11%.

Nesse cenário, o estado tende a manter o atual alinhamento político, com perpetuidade de um governo de centro-direita e sem sinal de transmigração para o campo governista.

Sudeste

No Sudeste, o peso eleitoral e econômico da região torna cada disputa ainda mais sensível. Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera com ampla margem em todos os cenários em que é testado pelo Real Time Big Data, inclusive contra ministros do governo Lula.

No levantamento divulgado em 2 de dezembro, Tarcísio soma 45% das intenções de voto, contra 26% de Alckmin. Em outra simulação, contra Haddad, o governador aparece com 49%, enquanto o ministro marca 22%. A reeleição de Tarcísio consolidaria a permanência do maior escola eleitoral do país sob comando da direita.

No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) aparece uma vez que predilecto solitário, com mais de 55% das intenções de voto, o que indica uma sucessão relativamente previsível caso ele confirme a candidatura.

O segundo candidato com maior intenção de votos no estado, segundo última rodada da Real Time Big Data, divulgada dia 3 de dezembro, é o presidente da Parlamento Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (União Brasil), que somava 14% das menções.

No início de dezembro, Bacellar foi claro de um pedido de prisão emitido pelo Supremo Tribunal Federalista, no curso de uma investigação da Polícia Federalista que apura o vazamento de informações sigilosas de operações policiais. O parlamentar foi solto mediante imposição de medidas cautelares, uma vez que uso de tornozeleira eletrônica.

Em Minas Gerais, o cenário é mais volátil. O senador Cleitinho (Republicanos) lidera quando aparece nas simulações, mas sua exiguidade reorganiza completamente o tabuleiro, abrindo espaço para nomes de meio e da esquerda, uma vez que Alexandre Kalil, Rodrigo Pacheco e Marília Campos.

Segundo levantamento do instituto Real Time Big Data divulgado em 10 de dezembro, o senador aparece com 38%, contra 18% do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT).

O estado segue uma vez que um dos principais pontos de indefinição do planta político, com possibilidade tanto de manutenção no campo da direita quanto de transmigração, a depender da consolidação das candidaturas.

Já no Espírito Santo, a disputa aparece mais equilibrada, com Lorenzo Pazolini (Republicanos) e o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) alternando a liderança, o que sugere uma eleição mais disputada e menos polarizada ideologicamente.

Última rodada do levantamento do instituto Real Time Big Data, divulgado nesta 8 de dezembro, Pazolini aparece com 30% das intenções de voto, em empate com Ferraço.

Nordeste

O Nordeste segue uma vez que principal reduto do campo governista, mas com sinais de competição mais intensa em alguns estados. Em Pernambuco, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), lidera com folga e pode vencer no primeiro vez, o que indicaria perpetuidade de um projeto de centro-esquerda no estado.

Pesquisa Real Time Big Data, publicada em 11 de dezembro, mostra que o prefeito do Recife lidera a disputa para o governo com 55% das intenções de voto, enquanto a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece em 2º lugar, com 28%.

Se confirmado, o resultado representaria perpetuidade do estado no campo do centro-esquerda, com fortalecimento de uma liderança jovem alinhada, ainda que de forma autônoma, ao governo federalista.

No Ceará, Ciro Gomes aparece com 46%, na presença de 33,2% de Elmano. Em terceiro lugar, surge o senador Eduardo Girão (Novo) com 9,6%. Os dados são do levantamento realizado pelo instituto Paraná Pesquisas, divulgado em 16 de dezembro.

No Piauí, Rafael Fonteles (PT) aparece com números expressivos e caminha para uma reeleição tranquila. Segundo a pesquisa do instituto Real Time Big Data divulgada em 28 de novembro, o atual governador lidera com 64%, contra 24% do senador Ciro Nogueira (PP). O ex-deputado federalista Mainha (Podemos) tem 3%.

Em outros estados, porém, o cenário é mais dividido. Na Bahia, ACM Neto (União) e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) aparecem em empate técnico, repetindo a polarização de 2022.

Dados da pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada em 26 de novembro, mostram ACM Neto com 44% das intenções de voto, seguido do atual governador do estado, Jerônimo Rodrigues (PT), com 35%.

Diferentemente de outros estados, o resultado na Bahia pode valer ou manutenção do alinhamento ao governo Lula ou transmigração para o campo da direita, tornando o estado uma das disputas mais estratégicas de 2026.

Em Alagoas, o embate entre Renan Rebento (MDB), ministro do governo Lula, e JHC (PL) desenha uma disputa direta entre governo e oposição. Levantamento divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas em 12 de dezembro mostra que JHC tem 47,6% das intenções de voto, contra 40,9% de Renan Rebento.

Nesse caso, o estado está claramente diante de uma disputa entre manutenção do alinhamento ao governo federalista ou transmigração para a oposição, com potencial impacto vernáculo no escorço do Nordeste.

No Maranhão, Eduardo Braide (PSD) lidera, mas enfrenta concorrentes de diferentes campos políticos, o que aponta para uma eleição ainda ensejo. No cenário testado pela Real Time Big Data, divulgado em 1º de dezembro, Eduardo Braide tem 35% das intenções de voto, contra 25% de Orleans Brandão (MDB), secretário estadual de Assuntos Municipalistas. Na sequência, aparece Lahesio Bonfim (Novo), ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, com 19%.

Se Braide vencer, o estado passará por transmigração para um campo mais centrista, reduzindo a influência direta do grupo atualmente desempenado ao governo federalista, embora sem uma guinada clara à direita ideológica.

Na Paraíba, o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, lidera os cenários testados, com disputa pelo segundo lugar entre o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) e o senador Efraim Rebento (União). É o que mostra a pesquisa do instituto Real Time Big Data divulgada em 2 de dezembro.

O prefeito da capital paraibana lidera com 31%, contra 16% do atual vice-governador do estado, Lucas Ribeiro (PP). Na sequência, o senador Efraim Fiho (União) e o ex-deputado federalista Pedro Cunha Lima (PSD) empatam em 13%.

A vitória de Lucena indicaria manutenção de um perfil político pragmático e centrista, sem alinhamento automático nem ao governo federalista nem à oposição bolsonarista.

No Rio Grande do Setentrião, Allyson Bezerra (União) e Rogério Marítimo (PL) aparecem tecnicamente empatados, indicando uma verosímil inclinação do estado para a oposição, embora sem definição clara até cá.

Em pesquisa para governo, divulgada pelo instituto Real Time Big Data em 13 de dezembro, o atual prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, aparece com 36%, enquanto Marítimo surge logo detrás, com 34%.

Em Sergipe, o governador Fábio Mitidieri (PSD) lidera com folga todos os cenários testados pelo instituto Real Time Big Data, divulgado em 27 de novembro. O atual governador lidera com 46%, contra 22% do prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (PL).

A reeleição manteria o estado em um campo centrista, com perfil de diálogo institucional e sem deslocamento significativo em direção ao governo federalista ou à direita ideológica.

Sul

No Sul, as pesquisas reforçam uma inclinação ao centro-direita e à direita, ainda que com nuances. No Paraná, Sergio Moro (União) lidera com vantagem significativa, consolidando um campo oposicionista potente.

Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas mostram o senador com 47,5% das intenções de voto, seguido pelo deputado estadual Requião Rebento (PDT), com 28,8%, e o secretário das Cidades do Paraná, Guto Silva (PSD), com 7,8%.

Se confirmado, o resultado representaria manutenção do estado no campo da direita, com reforço de uma liderança de oposição ao governo federalista.

Em Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) aparece uma vez que predilecto à reeleição, mantendo o estado desempenado à direita. É o que mostra o último levantamento feito pelo Real Time Big Data, divulgado em 4 de dezembro, onde o senador desponta com 48% das intenções de voto, contra 22% de João Rodrigues (PSD) e 14% registrado por Décio Lima (PT).

O Rio Grande do Sul foge um pouco desse padrão. Juliana Brizola (PDT) liderava a disputa, mas agora aparece com uma desvantagem ampla para Luciano Zucco (PL).

Dados do levantamento do Real Time Big Data, de 3 de dezembro, apontam Zucco registra 28% das intenções de voto, seguido por Juliana Brizola, que aparece com 22% em ambas as simulações. Logo detrás vem Edegar Pretto (PT), com 21%.

O estado segue em zona de indefinição, com possibilidade tanto de manutenção em um campo mais ao centro-esquerda quanto de transmigração para a direita, a depender da consolidação das candidaturas.

Setentrião

No Setentrião, o escorço também aponta para um progressão do centro-direita, mas com potente peso de lideranças regionais. No Acre, Alan Rick (União) lidera com folga todos os cenários em uma eventual disputa ao governo em 2026, segundo pesquisa do instituto Real Time Big Data divulgada em 15 de dezembro.

Alan lidera com 40%, contra 24% do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL). A atual vice-governadora Mailza Assis (PP) soma 15% e o médico e pré-candidato ao governo, Thor Dantas (PSB), 5%.

No Amapá, o prefeito de Macapá, Dr. Furlan (MDB), aparece muito primeiro do atual governador, indicando uma provável troca de comando, conforme dados trazidos pelo Paraná Pesquisas, do dia 1º de novembro.

De tratado com a pesquisa, Dr. Furlan tem 65,6% das intenções de voto, superando o atual governador, Clécio Luís (Solidariedade), que aparece com 25,4%.

O resultado indicaria transmigração para um campo centrista, com perda de espaço do atual grupo político no comando do estado.

No Amazonas, Omar Aziz (PSD) lidera as simulações, mantendo o estado em um campo mais centrista. É o que mostra a pesquisa Real Time Big Data, divulgada em 15 de dezembro.

No cenário principal do levantamento, com Maria do Carmo Seffair (PL) e Tadeu de Souza (Avante) uma vez que concorrentes, Aziz aparece com 42% das intenções de voto, seguido por Seffair com 25% e Souza com 11%.

No Pará, a vice-governadora Hana Ghassan (MDB), apoiada por Helder Barbalho, lidera a corrida e aparece uma vez que favorita inclusive em cenários de segundo vez, o que indica perpetuidade política. Segundo pesquisa do instituto Real Time Big Data, de 8 de dezembro, a vice-governadora chega a 24%, seguida por Dr. Daniel, que marca 20%.

Rondônia e Tocantins surgem uma vez que os estados mais imprevisíveis da região, com empates técnicos e disputas pulverizadas entre nomes do PL, União Brasil, PP e PSD.

Em Rondônia, o senador Marcos Rogério (PL), o deputado Fernando Sumo (União) e o ex-senador Ivo Cassol (PP) despontam nos cenários em uma eventual disputa em 2026, segundo pesquisa do instituto Real Time Big Data divulgada em 17 de dezembro.

No cenário principal, Marcos Rogério apresenta 23% das intenções de voto, enquanto Sumo marca 21%. Na sequência, o prefeito de Cacoal, Adaílton Fúria (PSD), marca 19%.

Independentemente do vencedor, o cenário aponta para manutenção do estado no campo da direita, sem perspectiva de transmigração para o campo governista.

Em Roraima, o prefeito Arthur Henrique (MDB) e a ex-prefeita Teresa Surita (MDB) lideram os cenários testados pela pesquisa do instituto Real Time Big Data divulgada em 15 de outubro.

Os dados do levantamento mostram que Teresa aparece com 36% contra 23% de Edilson Damião (Republicanos), atual vice-governador de Roraima.

A vitória de qualquer um dos dois indicaria manutenção de um campo centrista, com perpetuidade política no estado.

No Tocantins, os senadores Professora Dorinha (União) e Eduardo Gomes (PL) lideram a disputa para 2026. É o que mostra a pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada em 16 de dezembro. Dorinha e Gomes aparecem empatados com 29%. Na sequência, o governador em manobra, Laurez Moreira (PSD), tem 20% e o ex-senador Ataídes de Oliveira (DC), 7%.

O cenário aponta para manutenção do estado no campo da direita, ainda que com perfis distintos entre um conservadorismo mais institucional e outro mais ideológico.

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