A Austrália implementará um projecto pátrio de recompra de armas e celebrará “um dia de reflexão” no domingo pelas 15 vítimas fatais do ataque a tiros na famosa praia de Bondi em Sydney, anunciou o primeiro-ministro Anthony Albanese nesta sexta-feira (19, data lugar).
Albanese pediu aos australianos que acendam velas às 18h47 de domingo, 21 de dezembro, quando marcará “exatamente uma semana do ataque” cometido contra uma plebe que comemorava a solenidade judaica do Hanukkah.
“Neste dia, trata-se de estribar a comunidade judaica, abraçá-los e compartilhar sua dor com todos os australianos”, disse ele aos jornalistas.
“É um momento para fazer una pausa, refletir e declarar que o ódio e a violência nunca definirão quem somos uma vez que australianos”, assegurou.
A Austrália também planeja um “dia de luto pátrio” em separado, previsto para ser marcado em qualquer momento do novo ano, disse Albanese.
O premiê anunciou um projecto pátrio de recompra para “comprar o excedente de armas de queimação, as recém-proibidas e as ilegais”.
O governante classificou a proposta uma vez que a maior iniciativa de recuperação de armamento desde 1996, quando a Austrália tomou medidas drásticas contra as armas depois um ataque a tiros que causou a morte de 35 pessoas em Port Arthur.
“Os horríveis acontecimentos de Bondi mostram que precisamos retirar mais armas de nossas ruas”, justificou.
Um pai e seu fruto, Sajid e Naveed Akram, são acusados de penetrar queimação no termo da tarde de domingo em Bondi Beach, em um ataque classificado pelas autoridades uma vez que antissemita e motivado pela ideologia do grupo jihadista Estado Islâmico.
Centenas de pessoas se lançaram ao mar em Bondi nesta sexta para formar um enorme círculo flutuante uma vez que homenagem às 15 pessoas assassinadas.
Os nadadores e surfistas remaram formando a figura enquanto flutuavam nas ondulações suaves da manhã, respingando chuva e gritando de alegria.
“Mataram vítimas inocentes e hoje estou nadando até lá e fazendo secção da minha comunidade novamente para trazer a luz de volta”, disse o consultor de segurança Jason Carr à AFP.
Carr disse que hesitou antes de voltar ao mar porque as pessoas ainda estavam de luto.
“Ainda estamos enterrando corpos. Mas senti que era importante”, acrescentou nascente varão de 53 anos.
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