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O Instituto Brasília Ambiental promoveu, na tarde desta segunda-feira (15), a última reunião do ano da Câmara de Indemnização Ambiental e Florestal (Ccaf). O encontro resultou na aprovação de recursos no valor de R$ 5.439,214,56. Na taxa, as propostas tratavam, entre outros assuntos, de cercamentos de unidades de conservação, material ecopedagógico para o programa Eu senhor o Fechado e calendário das reuniões ordinárias para 2026.

Foram aprovadas seis reuniões ordinárias para o próximo ano, em 26/2, 16/4, 18/6, 13/8, 15/10 e 10/12, sempre às 14h30, na sala de reuniões do 4º caminhar da sede do Brasília Ambiental. Foi legalizado também, uma vez que segundo item da taxa, o Projecto de Diretrizes para Emprego dos Recursos de Indemnização Florestal para o triênio 2026/2028.

A terceira aprovação destinou R$ 1.715.708,39, recursos de indemnização florestal, à compra e instalação de três torres inteligentes e de sala de controle. O objetivo é ampliar a dimensão de monitoramento da qualidade do ar do Província Federalista e melhorar a informação pública ambiental. As torres serão integradas ao sistema de monitoramento ambiental já existente na autonomia.

No quarto item da taxa foram direcionados R$ 260.8769,89 à produção de materiais ecopedagógicos do programa Eu Senhor o Fechado, que é uma campanha de sensibilização de sensibilização de ensino ambiental criada para vulgarizar informações sobre a biodiversidade do Fechado. O programa sensibiliza o olhar das pessoas para as riquezas naturais do bioma. Atualmente é formado por dois projetos: o site e a coleção de publicações ecopedagógicas.

A compra de uniformes para os servidores do Brasília Ambiental foi a quinta proposta aprovada. “A padronização da identidade visual dos servidores que atuam na fiscalização, nas unidades de conservação e no licenciamento ambiental contribui não somente para a organização e o reconhecimento das equipes em campo, mas também para a proteção dos próprios servidores durante o tirocínio de suas atividades”, ressaltou a secretária-executiva em tirocínio do Brasília Ambiental, Danyella Shayene. “Aliás, o uso do uniforme solene reforça a presença do Estado nas áreas ambientais, conferindo maior legitimidade, visibilidade e segurança às ações desenvolvidas em prol da proteção ambiental”.

Cercamentos

Os itens finais da taxa trataram dos cercamentos dos parques Distrital do Gama e do Ecológico Enseada Setentrião, que ganharão portões. Ambos as aquisições virão de recursos de indemnização ambiental. Para o primeiro foi legalizado um investimento de R$ 2.382.391,02; para o segundo, de R$ 188.281,38.

A superintendente de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Chuva em tirocínio, Marcela Versiani, enfatizou que o Parque Distrital do Gama é uma unidade de grande relevância ambiental, é preservado e tem um grande fluxo de fauna. O cercamento visa, entre outras coisas, a evitar que os animais se desloquem até a estrada e se tornem vítimas de atropelamento.

Já o Enseada Setentrião, por não ter cercamento, hoje está exposto a situações indesejadas que destoam do seu objetivo, uma vez que repositório irregular de lixo. “Essas situações colocam em risco a proteção ambiental a que se destina o espaço”, lembrou a superintendente.

A vice-governadora do DF, Celina Leão, ressaltou a influência do trabalho da Ccaf. “A Câmara de Indemnização Ambiental e Florestal faz a gestão e destinação dos recursos e medidas provenientes de empreendimentos com impactos ambientais significativos; é a instância que garante ao DF um desenvolvimento econômico de forma sustentável e em conformidade com a legislação ambiental”, declarou.

*Com informações do Brasília Ambiental