A fusão entre Petz e Cobasi entrou na período decisiva no Recomendação Administrativo de Resguardo Econômica (Cade) e deve ser votada na próxima quarta-feira (10), última sessão ordinária do Cade neste ano. A tendência, segundo apurou a Folha de S.Paulo, é de que a operação seja aprovada, porém com restrições específicas por cidade e região, modificando substancialmente o cenário projetado meses detrás pela dimensão técnica do órgão.
Em junho, a Superintendência-Universal havia autorizado a transação sem impor qualquer condicionante. Mas o movimento de pressão exercido principalmente pela Petlove, uma das principais concorrentes do setor, levou o Cade a reabrir o debate, realizar audiência pública e aprofundar a estudo sobre a real estrutura do mercado de varejo pet no país.
Caso não seja julgada até o termo do ano, hipótese improvável neste momento, a fusão seria maquinalmente aprovada, mantendo as condições sugeridas inicialmente pela Superintendência-Universal.
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Estudo aponta domínio de mercado sítio entre Petz e Cobasi
A novidade nota técnica protocolada pelo Cade na última quarta-feira (3) apontou que, embora o mercado pet brasílio seja pulverizado e formado por pet shops de diferentes portes, supermercados e agrolojas, a distribuição de participação de mercado varia intensamente de uma localidade para outra.
O estudo identificou 166 mercados locais nos quais a fusão não representaria risco concorrencial e poderia ser aprovada sem ressalvas. Mas em 329 localidades a participação combinada de Petz e Cobasi ultrapassaria 40%, exigindo escrutínio maior para julgar se a operação poderia propiciar o manobra de poder de mercado.
Aplicados os filtros de rivalidade, capacidade de ingresso e porte de concorrentes, a dimensão técnica encontrou 173 mercados que merecem estudo aprofundada, e, entre eles, 40 localidades onde não foi provável distanciar preocupações competitivas. É justamente nesses pontos que devem incidir os chamados “remédios concorrenciais”, porquê restrições operacionais, desinvestimentos ou ajustes na atuação pós-fusão.
