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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante cerimônia no Palácio do Planalto 31 de outubro de 2025

A um ano das eleições, o presidente Luiz Inácio do Lula da Silva afirmou que a ampliação da filete de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 milénio será “quase um 14ª salário”. Em pronunciamento em rádio e TV, neste domingo, Lula sugeriu que os contemplados pela medida podem usar a “renda extra” para quitar uma dívida ou comprar uma televisão com tela maior para ver a Despensa do Mundo de 2026.

“A partir de janeiro do ano que vem, o que hoje é desconto no contracheque vira numerário extra no bolso. Para viajar com a família. Consumir o que mais gosta. Comprar presentes de Natal para os filhos. Quitar uma dívida. Antecipar uma prestação. Comprar uma televisão com tela maior para ver a Despensa do Mundo no ano que vem”, disse Lula.

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A lei de isenção do IR foi sancionada pelo presidente na quarta-feira, 26, e foi uma promessa de campanha do petista. Ao longo do pronunciamento, Lula evitou usar a termo “isenção” e preferiu falar em “”zero de imposto de renda”, mesmo termo que foi utilizado na divulgação do pronunciamento. “Com zero de Imposto de Renda, uma pessoa com salário de R$ 4,8 milénio pode fazer uma economia de R$ 4 milénio em um ano. É quase um 14º salário”, disse.

Lula defendeu que a medida visa estrebuchar a desigualdade no País e destacou que, além de aumentar a filete de isenção, a lei prevê uma taxação mínima de 10% para os super-ricos, que frisou serem 0,1% da população. “Mais do que uma correção da tábua do imposto de renda, a novidade lei ataca a principal culpa da desigualdade no Brasil: a chamada injustiça tributária”, declarou.

Ele voltou a usar um oração contra os mais ricos e disse que, ao longo de 500 anos de história, a escol brasileira acumulou “mais e mais privilégios” e que, entre eles, “talvez o mais vergonhoso seja o de remunerar menos IR do que a classe média e os trabalhadores”.

Lula disse que, hoje, quem “vive do suor do seu trabalho e constrói de vestimenta a riqueza deste País” paga até 27,5% em IR, já “quem vive de renda” paga unicamente 2,5%, em média. “Quem mora em mansão, tem numerário no exterior, coleciona carros importados, jatinhos particulares e jet-skis, paga dez vezes menos do que uma professora, um policial ou uma enfermeira.”

O presidente classificou a situação uma vez que “intolerável” e disse que “era preciso mudar”. Acrescentou que a mudança no IR é um passo decisivo para transformar a verdade da desigualdade no Brasil, mas que foi unicamente o primeiro.

“Podem ter certeza de que não vamos parar por aí. O que nós queremos é que a população brasileira tenha recta à riqueza que produz com o suor do seu trabalho. Seguiremos firmes combatendo os privilégios de poucos para proteger os direitos e as oportunidades de muitos.”

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