A Polícia Social de São Paulo acredita que o corpo encontrado carbonizado no imóvel que explodiu no Tatuapé, na zona leste de São Paulo, era de Reunir Mariano. O Instituto Médico Legítimo (IML), entretanto, ainda não confirmou a identidade do rapaz. Segundo o procurador Filipe Soares, responsável pela investigação do caso, Reunir era baloeiro e respondia a dois processos. Ele está perdido e parentes foram ao IML para tentar fazer o reconhecimento. “Ele tem passagem pela polícia no ano de 2011 e 2012 por soltar balões. Ele foi conquistado (à idade) pela Polícia Social e estava respondendo processo. Em um deles foi absolvido”, Soares.
A lar era utilizada de forma irregular uma vez que repositório de fogos de artifício. A explosão, registrada por volta das 19h50 de quinta-feira, 13, atingiu imóveis vizinhos, derrubou estruturas metálicas e provocou danos em diversos veículos estacionados na região. Ainda de negócio com o procurador, o GATE apreendeu o material encontrado no imóvel e encaminhou para perícia, que irá indicar o que exatamente é: “se é explosivo, dinamite”, explicou o Soares.
A polícia também apura se ele agia sozinho, quem fornecia os materiais. O imóvel tinha sido alugado havia pouco tempo. “Ele tinha completo de se mudar para aquele sítio, era um morador recente. Os vizinhos não tinham conhecimento de quem era ele, o que fazia.”
O que aconteceu
A Polícia Militar foi acionada na noite de quinta-feira para atender uma ocorrência envolvendo incêndio e diversas explosões nas proximidades da Avenida Salim Farah Maluf, fundura da Avenida Celso Garcia, no Tatuapé, zona leste de São Paulo. O Corpo de Bombeiros confirmou que uma pessoa morreu.
“Durante o rescaldo, o Corpo de Bombeiros acionou o Esquadrão de Bombas do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) da Polícia Militar, que localizou um corpo carbonizado entre os escombros. A vítima, um varão, seria o suspeito de armazenar ilegalmente artefatos explosivos no interno do imóvel”, afirmou a SSP.
Imagens que circularam nas redes sociais mostraram uma dimensão pegando incêndio e uma grande poste de fumaça, nos periferia de prédios. Um vídeo feito por câmeras de monitoramento captaram o momento da possante explosão (veja supra), com rajadas de fogos de artifícios cruzando a Avenida Salim Farah Maluf.
De negócio com os bombeiros, a explosão deixou 10 feridos: uma mulher com traumatismo cranioencefálico e um varão com escoriações foram encaminhados ao Hospital Nipo-Brasílico; um varão apresentando otorragia foi levado pelo Serviço de Atendimento Traste de Urgência (Samu) ao PS Tatuapé; e um varão com ferimento na mão foi socorrido por convênio; outras seis pessoas tiveram ferimentos leves, foram avaliadas no sítio e liberadas.
Em vídeos feitos por moradores de edifícios próximos ao sítio, é verosímil perceber alguns “clarões” em meio à fumaça. Usuários nas redes sociais relataram escutar um fragor cimalha e contam que “tremeu tudo”. A dimensão precisou ser isolada e, em decorrência do incêndio, não foi verosímil saber com exatidão o sítio da origem das chamas no início da ocorrência. As informações preliminares da PM chegaram a indicar a possibilidade de queda de balão e danos em transformadores da rede de transmissão elétrica.
Investigação
A Polícia Social de São Paulo instaurou sindicância para apurar as circunstâncias da explosão. O caso foi registrado uma vez que explosão, transgressão ambiental e lesão corporal no 30° DP (Tatuapé). A perícia do sítio foi requisitada e o revista necroscópico será realizado pelo Instituto Médico-Legítimo.
“O armazenamento ilícito de materiais explosivos representa grave risco à vida e à integridade da população, e que todas as medidas cabíveis estão sendo adotadas para esclarecer os fatos e responsabilizar eventuais envolvidos”, diz a SSP.
Estadão Teor
