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Teor XP

Durante muito tempo, Thamara Di Lauro acreditou que bastava dominar a técnica para operar muito. Mas ao longo da jornada, descobriu que o verdadeiro repto não estava no gráfico, e sim no cérebro.

Convidada do 1° incidente da 4° temporada do programa Planta Mental, no meio GainCast, ela contou que só alcançou firmeza quando passou a estudar neurociência e impor o que batizou de backtest cerebral.

“Eu entendi que eu tinha que fazer backtest cerebral estudando neurociência”

— Thamara Di Lauro, trader.
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Treinar o cérebro para encarregar

Segundo Thamara, o cérebro é um sistema de recompensa — e, por isso, precisa de validação prática para confiar na técnica. “O cérebro funciona por recompensa. Se você não mostrar pro seu cérebro que é recompensador seguir aquela técnica, ele nunca vai seguir aquilo”, afirma.

Ela explica que o backtest cerebral é um processo de reprogramação mental: mostrar ao cérebro, por repetição e comprovação, que a técnica é confiável mesmo nas perdas. “Na hora do loss ele precisa entender que matematicamente aquilo funciona. E porquê eu vou fazer isso? Fazendo backtest cerebral”, pontua.

Foi essa rotina de repetição que, segundo ela, trouxe segurança operacional.

“Eu brinco que eu sangrei o olho de tanto fazer backtest de gráfico parado, pra mostrar pro meu cérebro que aquilo pagava”

— Thamara Di Lauro, trader.
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O filtro da mente disciplinada

Thamara explica que o principal mercê do backtest cerebral é expulsar o soído mental. “Quando você trabalha o backtest cerebral, o cérebro do trader vai pra tela e começa a dispensar tudo que tá fora da técnica”, observa.

Esse tipo de condicionamento mental cria uma forma de foco seletivo — o cérebro passa a reconhecer somente o que é secção da estratégia e ignora o que é soído emocional. “Por mais que funcione pra você, se o meu cérebro não validou, eu não vou seguir”, explica.

Ela diz que o vértice da performance acontece quando o cérebro se alinha totalmente à técnica.

“O vértice da performance é quando o trader para de buscar outras coisas e fala: ‘Eu só quero isso. Eu só vou fazer isso”

— Thamara Di Lauro, trader.

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Neurociência e consistência

Thamara explica que o processo de validação mental cria segurança para agir conforme a técnica, mesmo diante das perdas. Para ela, o cérebro precisa reconhecer que aquilo funciona para que o trader opere com crédito.

O backtest cerebral, segundo ela, é o processo invisível que antecede a realização — o treino sombrio que transforma a incerteza em persuasão. Um tirocínio quotidiano de repetição, estatística e autoconfiança que reprograma o cérebro para operar com nitidez.

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