A obesidade em cães e gatos é uma das principais doenças crônicas entre pets. De conciliação com estudo publicado na revista científica Frontiers in Veterinary Science, muro de 60% dos pets em todo o mundo apresentam sobrepeso ou obesidade, um revérbero direto do sedentarismo e do excesso calórico também observados em humanos.
Além de afetar a qualidade de vida, o aumento dos casos traz implicações para o setor veterinário e o mercado pet global, estimulando o desenvolvimento de terapias e produtos voltados ao controle de peso, distúrbios metabólicos e doenças associadas.
Estilo de vida do tutor influencia diretamente o pet
Os pesquisadores destacam que o comportamento dos tutores é um dos principais fatores associados ao lucro de peso. A “humanização da alimento”, com o hábito de oferecer comida humana e petiscos em excesso, tem sido determinante para o progressão da obesidade bicho.
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O estudo alerta que a quesito pode provocar problemas ortopédicos, resistência à insulina, diabetes mellitus (principalmente em gatos), inflamações crônicas e até cancro, exigindo protocolos clínicos integrados e séquito contínuo.
Pesquisa da Royal Canin mostra baixa percepção dos tutores
Um segundo levantamento, levado pela Royal Canin em parceria com a consultoria londrina Censuswide, ouviu mais de 14 milénio tutores e 1.750 veterinários em oito países, incluindo o Brasil. O resultado revelou falta de consciência sobre o que é um peso saudável para os pets.
Entre os tutores entrevistados:
- 41% oferecem petiscos quando o bicho está triste ou entediado;
- 75% dão comida humana aos pets;
- 31% acreditam que isso não traz prejuízos à saúde.
As principais causas apontadas para o excesso de peso foram:
- Excesso de alimento (39%);
- Falta de manobra (36%);
- Ração de baixa qualidade (17%);
- Alimento com comida humana (14%);
- Falta de percepção sobre o sobrepeso (11%).
Desafios e oportunidades para a indústria veterinária
A obesidade já é vista uma vez que uma oportunidade estratégica para a inovação em nutrição e saúde bicho. O oferecido global de 60% de prevalência serve de alerta e de incentivo para o desenvolvimento de rações funcionais, suplementos e terapias específicas.
Especialistas reforçam que o veterinário deve atuar uma vez que agente de prevenção, orientando tutores sobre alimento equilibrada, rotinas de exercícios e séquito nutricional.
“Entender o tutor é secção forçoso do tratamento. O manejo da obesidade é tanto uma questão médica quanto comportamental”, destacam os autores do estudo.
Mercado pet avança rumo ao zelo preventivo
Instituições e empresas, uma vez que a Royal Canin, têm ampliado campanhas de conscientização e programas de ensino continuada para veterinários, com foco no diagnóstico precoce e no zelo personalizado.
A tendência reflete uma mudança de paradigma, o mercado pet caminha da reatividade terapia para a prevenção e bem-estar contínuo, baseada em dados científicos e práticas sustentáveis.
