A Airbus registrou lucro líquido de 1,12 bilhão de euros no terceiro trimestre de 2025, subida de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita somou 17,83 bilhões de euros, progresso de 14% em base anual, impulsionada por maiores volumes nas divisões de Resguardo e Espaço, Helicópteros e aviação mercantil.
A expectativa de analistas consultados pela FactSet era de receita menor, de 17,514 bilhões de euros, e de lucro líquido maior, de 1,25 bilhão de euros.
O Ebit ajustado cresceu 38%, para 1,94 bilhão de euros, beneficiado por efeitos positivos de câmbio e desempenho sólido dos programas e serviços da companhia. A projeção de analistas era de 1,76 bilhão de euros.
A Airbus anunciou que reduziu sua meta de produção do jato A220 para 12 aeronaves por mês em 2026, diante de a previsão anterior de 14 unidades, citando o “estabilidade entre oferta e demanda” e as restrições persistentes na calabouço de suprimentos, mormente de motores e equipamentos de cabine.
As metas para os demais programas foram mantidas: 75 aeronaves mensais da família A320 em 2027, cinco do A330 em 2029 e 12 do A350 em 2028.
A trabalhador europeia enfrenta gargalos logísticos há vários anos, o que tem dificultado a expansão da produção e o cumprimento de cronogramas de entrega.
Neste ano, a Airbus acertou a compra de unidades da Spirit AeroSystems nos Estados Unidos, Europa e África, em uma tentativa de estabilizar o fornecimento de componentes. Executivos já haviam indigitado que os problemas na Spirit vinham pressionando os planos de aumento da produção dos modelos A220 e A350.
*Com informações da Dow Jones Newswires
