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O presidente Donald Trump e o vice-presidente JD Vance comprometeram-se a investigar organizações de esquerda posteriormente o homicídio de Charlie Kirk, ampliando os esforços para homenagear o ativista conservador e preparando o terreno para um escrutínio federalista dos opositores políticos que alguns membros da gestão e apoiadores responsabilizam, em secção, pela sua morte.

Trump, falando com repórteres na Moradia Branca na segunda-feira, disse que apoiaria a designação do movimento Antifa porquê organização terrorista doméstica, caso essa medida fosse recomendada por autoridades de segurança de sua gestão, e afirmou ter discutido uma investigação por roubo contra aqueles que apoiam os protestos de esquerda.

“Tenho conversado com o procurador-geral sobre infligir a lei RICO contra algumas das pessoas que vocês têm ouvido falar, que têm investido milhões e milhões de dólares para alvoroço”, disse Trump, referindo-se à Lei de Organizações Corruptas e Influenciadas por Roubo, que permite a criminação de empreendimentos criminosos. “Isso não são protestos. São crimes.”

Mais cedo na segunda-feira, Vance assumiu o programa de Kirk para apresentar uma transmissão de duas horas do escritório do vice-presidente em Washington, misturando homenagens ao falecido ativista e acusações de que a morte decorreu da retórica de grupos de esquerda e progressistas.

“Precisamos falar sobre esse movimento extremamente destrutivo do extremismo de esquerda que cresceu nos últimos anos e que acredito ser secção da razão pela qual Charlie foi morto por uma projéctil de sicário. Vamos discutir porquê desmontar isso”, disse Vance no programa.

“Vamos detrás da rede de ONGs que fomentam, facilitam e se envolvem em violência”, acrescentou, referindo-se a organizações não governamentais.

As autoridades não vincularam diretamente o homicídio a nenhum grupo político. O governador de Utah, Spencer Cox, republicano, afirmou que o suspeito do troada trágico tinha uma “ideologia de esquerda”, ao mesmo tempo em que pediu aos líderes que reduzissem a temperatura política.

Os comentários de Vance e do gerente de gabinete anexo da Moradia Branca, Stephen Miller — um dos arquitetos da agenda política da gestão — indicam uma resposta ampla e reforçam a mensagem que Trump e outros aliados têm feito nos últimos dias: que a vaga de violência política no país tem sido predominantemente causada por grupos de esquerda, e que sua retórica e ações foram parcialmente responsáveis pela morte de Kirk.

No entanto, os recentes alvos de violência política incluem tanto democratas quanto republicanos, incluindo o próprio Trump. Em junho, por exemplo, uma legisladora democrata de Minnesota e seu marido foram mortos, e outro legislador e sua esposa foram baleados. Em abril, um quidam ateou queimada na residência do governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, forçando a evacuação da família do governador democrata.

Ainda assim, Miller chegou a alegar a existência de um “movimento terrorista” doméstico de esquerda que a gestão quer desmontar.

“Vamos encanar toda a raiva que temos sobre a campanha organizada que levou a esse homicídio para erradicar e desmontar essas redes terroristas”, disse Miller a Vance, sem identificar grupos específicos. “É um vasto movimento terrorista doméstico. E com Deus porquê minha testemunha, usaremos todos os recursos que temos.”

Vance mencionou o status fiscal de fundações ou grupos alinhados a causas progressistas, mas não chegou a pedir a modificação do status de isenção.

No programa, Vance recebeu uma lista de peso de oficiais e aliados da gestão Trump, incluindo Miller, a gerente de gabinete Susie Wiles, o secretário de Saúde e Serviços Humanos Robert F. Kennedy Jr., o conservador Tucker Carlson e outros auxiliares e amigos de Kirk, para homenagear o legado do ativista. A Moradia Branca também exibiu o programa em telas instaladas na sala de prelo.

Os participantes destacaram a ampla influência de Kirk no movimento conservador, tanto porquê líder do Turning Point USA, grupo que buscava mobilizar jovens eleitores, quanto porquê mentor político e coligado de Trump.

Wiles creditou a Kirk e Vance por ajudarem a facilitar as nomeações de Kennedy e do secretário de Resguardo Pete Hegseth. Ela também afirmou que Kirk ajudou a erigir uma federação entre o secretário de Saúde e Trump para concordar o movimento Make America Healthy Again, ou “MAHA”. Wiles disse ainda que Kirk foi fundamental para a subida de Vance à placa republicana porquê vice de Trump.

“Se não fosse por Charlie Kirk, eu não seria o vice-presidente dos Estados Unidos”, disse Vance.

Kennedy, por sua vez, chamou Kirk de “espírito gêmea místico” e destacou discussões sobre o papel das redes sociais em incitar o troada e outras violências políticas, além da possibilidade de restringir essas plataformas.

“Ironicamente, acho que Charlie se revoltaria contra isso, porque ele odiava exprobação. O que ele dizia é que a resposta é conversa e diálogo”, afirmou Kennedy.

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