Por intermédio da Assessoria Adjunta de Atividades Culturais, a Câmara Legislativa do Estado de Goiás (Alego) recebeu, na tarde desta terça-feira, 18, a brecha da exposição “Agô: licença avoengo que rompe o racismo religioso”. A mostra ficará exposta no saguão do Palácio Maguito Vilela, sede do Poder Legislativo, até o dia 30 de novembro.
Idealizada pelo Instituto Cultural Movimento Agô, a exposição tem por objetivo comemorar a estética, ancestralidade e a espirituraliudade afro-brasileiras, a partir de obras de arte e fotografias, figurinos tradicionais e objetos ritualísticos utilizados pelas religiões da matriz africana. A exposição também faz segmento das atividades relacionadas à semana da consciência negra, comemorado anualmente no dia 20 de novembro.
A presidente do instituto, Marileia Lasprilla, agradeceu pela oportunidade em expor acervos relacionados às religiões de matriz africana no Legislativo. Ela celebrou, ainda, a relevância do feito para romper com o racismo religioso e ressaltou o vista cultural por trás das religiões afro-brasileiras.
“É mais que uma religião. É cultura, o que reforça o uso de vestimentas específicas. Fora isso, temos uma gastronomia própria, com raízes africanas. E acredito que essa é uma das formas de apresentar nossa cultura, propalar e difundir sobre o matéria. Assim, a gente acaba com a intolerância, pois só é intolerante quem não conhece”, frisou.
Por término, ela citou o versículo 39 do capítulo 27 do texto bíblico do livro de Mateus, que diz: “Ame o próximo uma vez que a si mesmo”, e observou que julgar o outro pela religião foge dos princípios cristãos.
A encarregado da Assessoria Adjunta de Atividades Culturais, Emiliana Santos, também ressaltou a relevância de a Moradia de Leis sediar a exposição e salientou que a intenção é terebrar espaço para mostrar a cultura afro-brasileira, sobretudo na semana em que se comemora a Consciência Negra.
“É uma questão de quebrar o tabu, quando abrimos esse espaço para que as pessoas tenham entrada e enxerguem essa cultura que, historicamente, é demonizada e associada a um pouco que é ruim ou negativo, conseguimos que ocorra essa reeducação a saudação da resistência desse povo”, observou.
O deputado Mauro Rubem (PT) marcou presença na brecha da exposição e pontuou que a Câmara Legislativa cumpre seu papel constitucional, sobretudo, relacionado à laicidade do Estado, ao sediar eventos de diversas religiões, inclusive as de matriz africana.
