Por João Luiz da Fonseca*
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Lando Norris ampliou sua vantagem na liderança do campeonato de pilotos da Fórmula 1 ao vencer o GP de São Paulo neste domingo, enquanto Max Verstappen protagonizou uma corrida de recuperação incrível ao largar dos boxes e terminar no pódio.
Em um final de semana dominante em Interlagos, o britânico foi o melhor em tudo: o mais rápido no único treino livre, pole position e vencedor da corrida sprint e novamente pole position e vencedor da prova principal, reafirmando a ótima período, enquanto se aproxima ainda mais de seu primeiro título na Fórmula 1.
Kimi Antonelli, da Mercedes, também se destacou ao ocupar o melhor resultado da curso, com o segundo lugar, ao se proteger de Verstappen nas voltas finais.
Por sua vez, Oscar Piastri vê seu pior pesadelo só aumentar ao deixar evadir gradualmente a liderança no Mundial de Pilotos. O australiano chegou unicamente em quinto lugar, tendo de envolvido em problemas com penalidades logo no início da prova.
Com a segunda vitória consecutiva, Norris agora tem agora 390 pontos e incendeia a desavença pelo título com Oscar Piastri, ainda vice-líder com 366 pontos. O terceiro no Mundial continua sendo Verstappen, que soma 341 pontos. Faltam mais três etapas para o termo da temporada: Las Vegas, Espiolhar e Abu Dhabi e um totalidade de 78 pontos em jogo.
O Grande Prêmio de Las Vegas acontece no dia 23 de novembro, às 3 horas da madrugada no horário de Brasília.
Largada caótica
A confusão foi a tônica da largada do Grande Prêmio de São Paulo em Interlagos.
Norris, que venceu a Sprint no sábado, mais uma vez partiu muito da pole e manteve a primeira posição.
Em seguida ver Max Verstappen tombar no Q1 da classificação, a Red Bull decidiu ir para o tudo ou zero e mudou o motor e o acerto do sege #1. Com isso, ele largou dos boxes.
E para os fãs brasileiros que estavam ansiosos para rever Bortoleto na pista depois o possante acidente sofrido na véspera, a alegria durou pouco.
Diante de um público recorde de 303.627 em Interlagos, ele cometeu um erro de decisão ao forçar a investida sobre Lance Stroll e voltou a fustigar logo de face, no Ponta do Pato, causando a ingressão do safety car.
Ao mesmo tempo, Hamilton também ficou para trás. Primeiro o inglês sofreu um toque de Tsunoda na largada e logo depois se envolveu em um incidente com a Alpine de Colapinto, sendo obrigado a ir aos boxes para trocar o ponta de sua Ferrari.
Em função das duas ocorrências, Tsunoda recebeu 10 segundos de penalização e Hamilton cinco segundos.
Nessa profundidade da prova, depois de cinco voltas completadas, os fiscais retiraram o sege de Bortoleto da pista e os pilotos relargaram.
Piastri portanto tentou seguir por dentro e acabou batendo em Antonelli, que deslizou e acertou Leclerc – o qual, por sua vez, também abandonou a corrida. O australiano também foi penalizado em 10 segundos pelo toque.
Verstappen aproveitou o safety car virtual e fez sua paragem. A estratégia foi acertada, pois, com os novos pneus, ultrapassou Hamilton e logo em seguida Colapinto, assumindo a 14ª posição.
O tetracampeão continuou freneticamente sua corrida de recuperação e, depois novas ultrapassagens, superou Alonso e entrou para a zona de pontuação.
E não parou por aí. Fazendo jus ao status de melhor piloto no grid, ele não demorou a chegar na quinta posição ao ultrapassar Alex Albon.
Com a paragem de Antonelli, Verstappen subiu em seguida para a P4, sendo que os três primeiros à sua frente – Norris, Piastri e Russell – ainda não haviam feito suas paradas obrigatórias.
O britânico da McLaren fez portanto o pit stop, permitindo ao holandês seguir para o terceiro lugar.
Porém Lando também não estava de gracejo; voltou em quarto lugar, aproveitou o DRS e, com pneus mais novos, ultrapassou Verstappen, que não teve chances de reagir.
Nessa profundidade da competição, Tsunoda recebeu mais 10 segundos por não executar corretamente a primeira penalização.
O holandês fez portanto a segunda paragem, na metade da prova, e voltou em 11º, mas não demorou para escalar posições.
Piastri foi para os boxes, aproveitando os 10 segundos de penalidade, e voltou em sétimo, detrás de Verstappen e Gasly.
Na volta 48, Antonelli – que estava em segundo – parou e colocou compostos médios usados.
Norris foi aos boxes logo depois e fez uma paragem de 2.2s, voltando em terceiro.
Apesar de temporário, Verstappen portanto era o líder do GP de São Paulo. Mas com mais uma ida aos boxes em seguida, o piloto da Red Bull voltou em quarto, com macios novos e fez portanto a volta mais rápida da corrida, em 1:12.447s.
Na velocidade, ele começou portanto a se aproximar de Russell para renhir pela última posição do pódio.
Sem pestanejar, aproveitou o DRS na reta principal, superou o número 1 da Mercedes e assumiu a P3.
Faltando seis voltas para o termo da corrida, Verstappen estava agora 1.4s detrás de Antonelli, em uma desavença válida pela segunda posição no pódio.
Na reta final, meio segundo separavam os dois, mas não deu para o holandês executar seu objetivo.
Norris venceu o GP de São Paulo, com Antonelli e Verstappen completando o pódio na P2 e P3, respectivamente.
Oscar Piastri foi o quinto, avante de Oliver Bearman e Liam Lawson.
Resultado:
- Lando Norris
- Kimi Antonelli
- Max Verstappen
- George Russell
- Oscar Piastri
- Oliver Bearman
- Liam Lawson
- Isack Hadjar
- Nico Hülkenberg
- Pierre Gasly
- Alexander Albon
- Estaban Ocon
- Carlos Sainz
- Fernando Alonso
- Franco Colapinto
- Lance Stroll
- Yuki Tsunoda
- Lewis Hamilton – Abandonou
- Charles Leclerc – Abandonou
- Gabriel Bortoleto – Abandonou
