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JOÃO GABRIEL
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

A COP30, a conferência sobre mudança climática da ONU (Organização das Nações Unidas), será a primeira na história que não vai discutir exatamente porquê evitar que o mundo ultrapasse o limite do 1,5 ºC de temperatura, mas sim voltar para debaixo dele.

Essa é a visão da presidência brasileira da cúpula, segundo relataram à Folha cinco diplomatas. Agora a direção do evento agora procura encontrar o que labareda de gatilhos positivos —ou seja, mecanismos que consigam gerar um efeito efeito em cascata para impedir o colapso da Terreno.

Uma das principais apostas para isso é o que foi chamado de “Pix climatológico”, uma renovação do sistema de financiamento climatológico global para conectar diretamente as fontes de recursos com as comunidades vulneráveis que dependem do quantia para edificar, por exemplo, painéis solares ou casas com arquitetura resiliente.

A Folha teve aproximação a um vídeo, apresentado pela presidência da COP30 a autoridades de dezenas de países durante a cúpula preparatória de outubro, e que sintetiza essa abordagem.

“As primeiras 29 COPs aconteceram em uma verdade. Uma verdade na qual nos esforçávamos para evitar ultrapassar os limites da Terreno. Em Belém, teremos a primeira COP a intercorrer em uma novidade verdade. A primeira na qual podemos ter certeza de que ultrapassaremos limites. Nós ultrapassaremos o limite de temperatura do 1,5ºC”, começa a peça.

Mudança de narrativa

A percepção entre os diplomatas climática é que os problemas do multilateralismo e da geopolítica somados à crise climática levaram o processo de negociação da UNFCCC (o braço temático da ONU) ao limite. Portanto, é necessário que, além dos países, se consiga mobilizar a sociedade e a economia em torno do tema.

O órgão encomendou uma consultoria independente que vai calcular quais são as mudanças possíveis em seus procedimentos para tentar tornar as negociações mais efetivas.

Diplomatas climáticos de sobranceiro escalão admitem que o oração em torno de evitar o 1,5ºC de aquecimento trouxe um problema: não passa uma mensagem clara dos efeitos negativos que o aquecimento global tem sobre a vida da população, porquê subida da inflação e piora na saúde.

Há atualmente uma avaliação de que, se por muitos anos a narrativa foi alertar a sociedade sobre a possibilidade do termo da humanidade, agora é necessário mudar o tom e adotar a traço da resguardo de um padrão econômico ajustado a essa novidade verdade climática.
“A história global da mudança do clima [precisa] passar do pânico para a ação. Do caos para a segurança. E da inflexão rumo ao risco para a aceleração para fora dele”, diz o vídeo.

O ponto de não retorno e o ponto de retorno

O 1,5 ºC de aquecimento da temperatura média global com relação à era pré-indústrial é o limite estipulado por cientistas para evitar que a Terreno comece um processo de colapso.

As projeções mostram que a partir desse valor a natureza começa a atingir o chamado ponto de não retorno. Quando isso acontece, um evento gera involuntariamente uma reação em ergástulo exponencial, acionando outros gatilhos climáticos que podem inviabilizar a vida humana no planeta.

Em 2025, pela primeira vez a ONU reconheceu que não será verosímil atingir a meta de evitar o 1,5 °C de aumento da temperatura média da Terreno.

Portanto, a COP30, que começa nesta segunda-feira (10), é a primeira que acontecerá sob uma novidade ótica: a única forma de combater o colapso é o efeito cascata pelos pontos de retorno.

“Ainda resta uma breve janela de esperança, agora mesmo podemos impulsionar os sistemas que levam a essa mudança na direção oposta. Podemos aproveitar pontos de inflexão positivos que nos tirem do risco de colapso para saltos de progresso”, diz o vídeo.

Segundo os relatos feitos à Folha, levante trabalho começou a ser feito em 2023, na preparação para a COP28, nos Emirados Árabes Unidos.

Na ocasião, em meados de agosto, a delegação brasileira convocou uma reunião entre seus negociadores para debater o resultado da estudo de alguns dados que havia sido feita e que apontavam que a Terreno excederia os 1,5 ºC de aquecimento mais rápido que o imaginado.

As projeções apontavam que isso aconteceria em dezembro de 2023. Erraram por um mês: janeiro de 2024 foi o primeiro mês da história a superar esta marca —ainda não na média global, mas pontualmente..

Foi o gatilho para iniciar a discussão sobre os pontos de inflexão positivos.

O Pix do clima

Dentre as ideias está o Pix climatológico e uma bolsa de valores para o financiamento de soluções —pautas defendidas pelo Brasil e que nasceram do diálogo com pesquisadors porquê a economista Esther Duflo, ganhadora do Nobel.

A proposta secção do mesmo pressuposto do Pix brasiliano, que a partir da lógica dos sistemas complexos, da infraestrutura do dedo e do megaprocessamento de dados, conseguiu conectar diretamente todas as contas correntes de CPFs nacionais.

Uma vez que o mecanismo foi implementado no Brasil, em pouco tempo as formas de transação de quantia convencionais, porquê o repositório bancário, caíram em desuso.

A teoria agora é produzir um um sistema automatizado, com uso de perceptibilidade sintético, na qual os recursos climáticos disponíveis cheguem, porquê um pix, para soluções que beneficiem diretamente as populações mais vulneráveis —o que destravaria o financiamento globático em graduação global.

Outras propostas que podem ter o mesmo efeito mariposa positivo, segundo os negociadores ouvidos pela reportagem, são o hidrogênio virente, para combustíveis, os fertilizantes sustentáveis, para a agropecuária, e a remuneração da regeneração de florestas, para conservação da natureza.

Uma vez que exemplo concreto, eles citam o setor de vigor renovável, que hoje, mesmo sob ataque do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é um mercado crescente.

Neste caso, a subida na demanda de vigor puxou o aumento no uso dos painéis solares, que trouxe a premência de melhoria em baterias elétricas que, por sua vez, permitiu a popularização dos carros elétricos, em efeito cascata.