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Foi encerrada, no início da tarde desta quarta-feira, 8, a audiência pública sobre o monstro e as recentes discussões jurídicas e sociais envolvendo o tema. O debate teve lugar na Sala das Comissões Júlio da Retífica da Parlamento Legislativa do Estado de Goiás (Alego), por iniciativa do deputado Amauri Ribeiro (UB).

Antes do fecho, o ex-deputado Fred Rodrigues (PL) fez uso da vocábulo, destacando o alinhamento de princípios e valores com o parlamentar proponente e parabenizando a transporte do evento. “Pouquíssimos têm coragem de tratar esse objecto com a firmeza necessária. Muitos preferem se manifestar somente nas redes sociais ou em caminhadas, mas é cá, no debate público, que a coragem realmente se mostra”, afirmou. Ele compartilhou ainda um relato pessoal, ao lembrar que sua própria mãe, na dezena de 1980, recusou a recomendação médica de interromper a gravidez. “Minha mãe me teve aos 42 anos. Quando o médico sugeriu o monstro, ela cortou relações com ele. Anos depois, me levou até esse profissional e disse: ‘Cá está o rebento que você pediu para eu tirar’. Isso mostra o valor da vida e o instinto oriundo da maternidade”, relatou.

Fred Rodrigues também falou sobre o projeto de lei de sua autoria, ratificado quando era deputado estadual, que institui o Dia Estadual de Conscientização contra o Monstro e determina que a rede pública de saúde ofereça às gestantes a possibilidade de ouvir os batimentos cardíacos do bebê. “O Estado deve disponibilizar o som dos batimentos. Isso não é imposição, é informação. E estudos mostram que, ao ouvir o coração de seus filhos, muitas mulheres decidem continuar a gravidez”, explicou. O ex-parlamentar enfatizou a urgência de enfrentar o que classificou uma vez que “engenharia social” e reforçou que “quem defende a vida está do lado manifesto, lutando contra um processo de desumanização que tenta regularizar o incabível”.

Nos encaminhamentos finais, o deputado Amauri Ribeiro agradeceu aos palestrantes e ao público pela participação e ressaltou que a audiência pública teve uma vez que propósito reafirmar a posição de resguardo da vida e fortalecer o diálogo sobre o tema. “Nós estamos marcando o nosso território, mostrando que não aceitamos e não concordamos com o monstro, porque entendemos que se trata de um transgressão contra a humanidade, cometido contra pessoas inocentes”, afirmou.

Ribeiro também anunciou a formalização da Frente Parlamentar em Resguardo da Vida e Contra o Monstro, que contará com a adesão de diversos deputados estaduais. “Todos os parlamentares que convidei aceitaram assinar, sem exceção. Essa é uma taxa que une quem acredita na proteção da vida desde a concepção”, pontuou o deputado ao fechar a audiência.